que eu seja a vida entre quem se esqueceu de morrer
que seja a paz não proíbida entre os prisioneiros de deus
que eu seja o sorriso sincero entre os assassinos de si mesmos
que seja puro
enquanto culto
enquanto despondero pro bem
que eu quero que tudo esteja com o brilho dos sóis eternos
que quero que tudo seja como fogo amante da bondade
que quero que tudo seja como se fosse de verdade
que eu quero que tudo seja bons suspiros sinceros
que eu quero tudo
enquanto tudo parte de mim
enquanto ouso mudar o rumo
que eu seja a navalha no chão que precede o abraço amigo
que eu seja o aperto de mão depois do punho cerrado
que seja de verdade as verdades dos não pagãos
que seja as informalidades da íntima comunhão
que eu seja lume
que vaga-lume
que vaga no céu