dizia-me que eu pudera ser a luz do teu caminho
com um vaga-lume perambulando reluzente e sozinho
tristonho vagando sem teu passo para iluminar
hoje eu durmo sereno, sabendo que o mundo é pequeno
sabendo que teu carinho irei clarear

quando precisar, na hora mais escura, serei incandescente
para te gerar calor e luz quente quando o frio assombrar
posso ser o lampião, a labareda e o incêndio do sol
basta me anunciar no deslize dum olhar que entristeceu

posso ser o farol a te guiar ao porto e te evitar a ilha rochosa
e ser a mais caprichosa das lamparinas à óleo
me derramar sobre os inimigos teus, fervente, com ódio
e me fazer de breu só para que não te exponha os olhos
ao assombro de uma luz que feneceu em grimórios

e ressurgirei, potente e caudaloso como a lava de um vulcão,
alado sobre a crista das montanhas, das ondas e dos arranha-céus
ao teu lado pousarei, na nudez da tua carne e nos olhos do teu espírito,
para te iluminar outra vez como um simples abajur do nosso quarto

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