21/Setembro/2009 às 12:44 pm (Poesia)
Tags: Poesia
que finjam meus pés pisarem em orbes de céu
na injustiça das noites em que durmo sem farol
o relento da treva, breu que me desassossega,
o mesmo oculto entre o peixe e o anzol
minha desgovernada vida, vai levada
por mãos álgebras sem vida, por economistas,
golpistas e famigeradas vontades e luxos
sendo levada minha vida ao desgosto final
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18/Setembro/2009 às 6:33 pm (Poesia)
Tags: Poesia
passo em minha rua já rodada de automóveis
manchada de óleo frio de seus motores frios
aquelas que lá estavam já não estão mais
no passado foram todas nos carnavais
e por lá estão ainda, com seus corpos frios
o jogo de bola já não existe tampouco
ouve a prece dos loucos banais
soneto de tempo que não volta mais
fugira de minhas mão o que já era pouco
não trespaça minha modernidade demodê
toda fustigada entre boçais arlequins
multifacetados, juízes de botequins
denominam minha ousadia ilusória de um pranto clichê
minha piedade rogada às pragas
seleções, favelas e caçadas
piegas é a sua digna mãe
se fora ela somente de seu pai
ousara tangir minhas memórias
e meu passado deturpar
quem dera fosse esta tua história
saberia ao menos me tocar
largo é teu caminho e trópego teu guiar
jaz contigo o teu ínfimo detrito
ao qual chama sucesso, ao qual te escora
quando a quimera se descobre é mais fácil tropeçar
mas nem todos, tal eu, soubera
que é de pés calejados que se chega lá
meu pé toca o chão
como o som abraça meus ouvidos
meus ouvidos são de terra
e vívidos!
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15/Setembro/2009 às 9:38 pm (Poesia)
Tags: Poesia
correlacionando as memórias
travestindo-as de idéias pertinentes,
Agora faz alarde nos anseios meus,
e aplaude em reverência ao que não tarda
de pé me saúda ingênua
-Vai futuro, que vale a pena!
e inutilmente vou perseguindo
dura e furtivamente, perseguindo
o que está exatamente uma fração,
de tempo ou espaço, à frente de mim.
meu Hoje, velho amigo
que nunca esteve comigo
quem estava era Ontem, este sim…
sempre esteve, duramente hoje não está
mas amanhã Ontem estará,
sempre assim,
todavia,
inquietar-me-á
Ontem chega amanhã
Amanhã nunca chega
o Hoje sempre está,
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14/Setembro/2009 às 1:54 pm (Poesia)
Tags: Poesia
não creio que em palmos se meça minhas mãos
são medidas em vertiplanos raios de aurora
e meus dedos são apenas finesses luminosas
minhas garras são brasas impalpáveis,
são falácias estúpidas, sem intenção de ferir
minha carícia, Tácita, ostenta um perdão
abrigam milícias fustigadas pelo amor,
nela convivem arcanjos sem par,
atiçam em labareda de Sabá suas incúrias
seus martires, fantasias e juras
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