caos… urge a cidade
acorda cinza, suja e sua
toda minha, linda, podre e sua
um sentimento de outracidade
cidade qualquer
a partir do quarto d’hotel
braseiro meu cigarro, tequila e a mão
sustento impune dor cá em punho
a tinta escoa pela esferográfica prisão
duvido da vida em sua promessa
faço, não rezo mais, espero ocupado demais
talvez tanto que nem perceba
as ruas me passam as pernas