grito atento aos que um dia tentarão me calar
gripo pelos que nunca me darão ouvidos
aos que não querem ao menos tentar
grito atento nos passos do inimigo
gritei outrora pelos que choram,
pelos que se derramam aos delitos
hoje berro aos que pisam, aleijam e deprovam
grito com os que uivam em atrito
empunharei a bandeira do ato e da poesia
da flor do sol, da estrela, da vigília
dos que oram e não pedem, dos que fazem
a bandeira da revolução que se aflora
grito contra quem nos põe coleiras
algemas e nos afagam com mão pesada
grito com os que tem sede, fome e insônia
com os que dão adeus à hipocrisia diária
grito com os que fazem arte
arte da liberdade,
arte da memória