que me vale velar sonos leves
se me relevam os sonhos que tive
ou que tenho sempre que acordo?
que me vale cantar para dormir
se tua rotina não lhe permite
nem em um minuto sequer, relaxar?
que me vale velar o sorriso em face
se de complexa catárse os fantasmas se fazem
e o assombro em chamado a acalanta e assassina
que me vale subjulgar meus fins
medir os meios, sem velar o começo
que era só o fruto indevido
do fim d’outrém
que me vale calar a voz quando quero
gritar