8/Julho/2008 às 5:36 am (Poesia)
Tags: Poesia
que eu seja a vida entre quem se esqueceu de morrer
que seja a paz não proíbida entre os prisioneiros de deus
que eu seja o sorriso sincero entre os assassinos de si mesmos
que seja puro
enquanto culto
enquanto despondero pro bem
que eu quero que tudo esteja com o brilho dos sóis eternos
que quero que tudo seja como fogo amante da bondade
que quero que tudo seja como se fosse de verdade
que eu quero que tudo seja bons suspiros sinceros
que eu quero tudo
enquanto tudo parte de mim
enquanto ouso mudar o rumo
que eu seja a navalha no chão que precede o abraço amigo
que eu seja o aperto de mão depois do punho cerrado
que seja de verdade as verdades dos não pagãos
que seja as informalidades da íntima comunhão
que eu seja lume
que vaga-lume
que vaga no céu
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7/Julho/2008 às 5:21 pm (Poesia)
Tags: Poesia
na guerra sou o curso do projétil
no verão sou o caminho livre do sol
na floresta sou derrubada ausente
no fim-do-mundo vejo o sol raiar
na chacina sou as paredes com seus ouvidos
no inverno sou condensação
no deserto sou mais o calor e a sede
no entanto posso escolher o troco
no assalto sou nada mais que o susto
no futuro sou nada mais que a cegueira
no espaço sou quase tudo que permeia
no momento sou fruto do que faço
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6/Julho/2008 às 4:11 am (Poema)
Tags: Poema
ai, minha alma sem paradeiro
sem um breu derradeiro
sem saber onde vai chegar
ai, minha alma escaldante
com um clarão lancinante
com um todo de amar
pois é, minha alma cadende
pois é. é uma total ausente
uma espera de chegar
ai, minha alma é latente
em que mesmo na gente
brinca de não esperar
pois minha calma é impaciente
em minha cama que é quente
teima em não me negar
como minha alma não sente
como a beleza que tende
a não saber escutar
ai, minha alma contente
chega para ser da gente
um alguém sem lugar
ai, minha alma é poente
é oeste é presente
que vai te amar
ah, aquela beleza
é uma tristeza
que faz te amar
ah, essa calma contente
é a certeza potente
de um dia abraçar
meu
amor
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4/Julho/2008 às 12:46 pm (Poesia)
Tags: Poesia
na corrida da vida
corro morro acima
avalanche quente
sou anjo cadente
que caí em cima
contra-cetiscismo
anti-pavorismo
alarmismo ou afins
sou anjo não-alado
andarei pelado
entre os clarins
o fogo da guerra
acende os olhos
raivosos e indignos
o anjo ascendido
entre fuzis e escopetas
não chora
nem faz caretas
corro contra o tempo
corro morro acima
meu peito queima
ardente de vacinas
contra a doença da mente,
da guerra, da fome
da carnificina
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1/Julho/2008 às 2:04 am (Poesia)
Tags: Poesia
eu sonhava com os campos trigados
tudo o que posso é deserto negro
como turvalidades e nós intrigados
os nós que me prendem ao medo
que sobrevive no mesmo teto
imprevisto como toda a ignorância
ansiando as melhoras benvindas
desejo sorte à minha alma
como alentar alguém ao pé da morte
com alguma besteira em fase terminal
eu sonho com uma natureza animal
não mereço ser visto
nem pensado
lembrado ou bem-quisto
quero anonimato
uma vida sem retratos na parede
sem paredes, nem ouvidos
sem grilos, vermes ou carros
sem provável aspecto de bonito
cicatrizes e sem olfato, sem nós
nada que me faça percebido
quero no pescoço dar os nós dos sapatos
um fardo completo
com braços, pernas e ossos
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