28/Junho/2008 às 2:45 am (Poesia)
Tags: Poesia
quando miro meu olhar tristonho no espelho
copioso eu choro sem receio
de acordar manchado pela dor do amanhecer
vejo meu sorriso amarelado pela vida
pelas dores e pela avenida que passa sem saber
miro meu rosto enrubecido pela dívida
de que eu tenho algo pra fazer
como cantarei a canção que não escrevi?
como excitarei os corações de outréns?
como eu enxergarei com olhos que não vi?
e se saberei chegar onde eu nasci?
quando anseio todos os corações unificados
quando corrompo meu desejo de pecar
eu sinto que a vida no farfalhar das esquinas
pode ter outra cor
e assim terá, pois sou Amor
quando medito pelas dores aliviar
as dores de antigos mausoléis
sem sermos escravos nem servos
de nenhum senhor, de nenhum papel
que a palavra valha o compromisso
da harmonia incrível
invencível, pois sou Espírito
Deixe um comentário
28/Junho/2008 às 2:28 am (Poesia)
Tags: Poesia
sai do meu corpo que não te pertence
sai daqui, bicho desgranido
seu anjo caído tal como quis o Senhor
sai fora seu danado e doido varrido
que eu leio o escrito e não sinto sabor
minha fé é de loucura fantástica
meu deus é de uma não burocrática
praga de amor
ele é de uma razão impressionante
me compra refrigerante e me paga o doutor
minha igreja é de anunciação estontiante
pelo grito do berrante, do nosso querido Pastor
o gato, a cabra a serpente,
bicho como a gente
mas amaldiçoado com rancor
eu brigo contra o que oprime o pobre
o que nos deixa nobre é nosso Senhor
diz nosso Irmão, Pastor João
que temos que abrir mão dessa riqueza
pra conseguir outra nobreza
não empregado, mas sim patrão
mas sei que com tudo isso há certeza
se Jesus o quer eu tenho a beleza
e os feios no céu não entrarão
por que dos céus pertence a perfeição
que as saias são compridas
e os homens não tem tesão
Deixe um comentário
28/Junho/2008 às 2:16 am (Poesia)
Tags: Poesia
a cor do mundo fica pálida tal qual a morte
o desejo e consorte é um doce esmigalhado
porém redito o meu conselho em tuas bocas
de mãos unidas e palavras múltiplas
a cor do mundo fica tácita como é a dor
sem forças ou abrigo mu coração desperta
precisa caminhar até chegar sem o motor
da vontade inóspita de degradar os dias
a cor do mundo me subjulga ao bel-delito
mas não me precipito, nem revelo amargor
revelo o pranto que tenho colhido na vida
mas planto os devido cuidados de amor
a cor do mundo é da minha cor
azul como os dias azuis de tardes iluminadas
e verde como as canções das matas
e vibrando em todos os semi-tons dessa morada
Deixe um comentário
20/Junho/2008 às 1:21 am (Poema)
Tags: Poema
me escolheu uma musa
para morar em seu delitos
no seio dos seus conflitos
um poeta morará
que sorte me trouxe a dor
de achar-te ao longe
de um olhar lisonge
uma delícia de torpor
mas que requinte de sonhar
de praguejar ao meu favor
os sonhos do nosso prazer
e nossas esperanças amar
Deixe um comentário
17/Junho/2008 às 11:34 pm (Poema)
Tags: Poema
quando a distância se interrompe inexata
afago teu sorriso num comtemplar errante
o infinito infante dessa janela celeste
mesmo aberta, o sol nasce à oeste
carregando tua doçura enluarada
mesmo emprestada as estrelas carecem
do calor fugaz que tua luz me remete
1 Comentário
17/Junho/2008 às 4:45 pm (Poesia)
Tags: Poesia
eu queria nessa hora ser de luz
entrar pelos furos do monofone
ir correndo nos fios de telefone
na telefonia, telepatia dos urubus
corro, grito, bato pé tal qual criança
no torpe dígito, uma esperança
no som da voz à explosão arterial
com o corpo aqui, alma em castanhal
ah que minha bela donzela flama
levo na bagagem um coração menestrel
vou com a lira da minha calma vida
dizer as coisas que não digo no papel
ah que esse telefonema foi pelo céu
se eu te dissesse que seria um fibra ótica
se pudesse seria a ordem da ordem caótica
entre todos os fios, iria chegar via embratel
Deixe um comentário
15/Junho/2008 às 4:42 pm (Poesia)
Tags: Poesia
aqui em casa faltou água
dito que para conserto
meu são francisco de pádua
me diz que cruz, que eu desinverto
que nem chuva vai ter pra dar caldo
mas a matéria jornalística assim diz
que nas exatas oito horas, volta
que vão abrir a torneira do chafariz
caso não, que mandem em escolta
prefeito, secretário e mais algum infeliz
eu fedo até as oito horas
e quando assim chegar
banhar-me-ei sem demoras
pra ter com o que cheirar
nos narizes agudos das senhoras
1 Comentário
15/Junho/2008 às 1:47 pm (Poesia)
Tags: Poesia
bate asas abertas meu peito serelepe e se esvai
com o tempo e entre as nuvens de temporal
meu peito é levado a imaginar um castanhal
com o fruto da terra, da mãe terra, equatorial
vou como xispa, uma águia em um topor ancestral
com as guias estrelas entre os doze planetas
vou trilhando meu caminho aéreo como cometas
com o fogo das eras, da nova era, d’alma boreal
bate asas rápidas com o sol a me raiar e muito alto
sigo corrente entre correntes de ventos do norte
meu coração se guia entre florestas de grande porte
sigo com a cabeça erguida, corpo leve, do suspiro ao salto
do suspiro ao salto que dou pra te ver passar pelo portão
dos meus sonhos, pelo jardim dos meus sonhos orbitais
que vão e vem em cada estação sem morrer numa estação
é nela que florece a alva flor, que cá à sul cultivo
para no calor do norte, no rio-mar, no açaí, ser plantação
Deixe um comentário
15/Junho/2008 às 1:34 pm (Poesia)
Tags: Poesia
não espera que deus tenha essa cara
de quem chora pela nossa fraqueza
o mundo novo não é dos fracos
é dos fortes e seletos guerreiros
eleitos na fartura d’alma, da leveza
daqueles que aproveitam a noite para iluminar
daqueles tais mensageiros que nos conduzem
que nos seduzam as serpentes de veneno e ópio
um bom pastor pastoreia negras ovelhas
não tem veneno que me cuspam as beatas
se meu corpo é de luz e é de exata centelhas
a divina centelha dos corpos celestes
o novo mundo dos eleitos dos céus, tão terrenos
que faz parecer o inferno uma invensão caótica
Deixe um comentário
15/Junho/2008 às 9:23 am (Poesia)
Tags: Poesia
se para ti que perdeste a vida
quiçá soubesses em outrora
quando caíste desprecavida
no lodo da memória
não viste, querida
que a tristeza não chora
ela assim te faz
soube que minha infância perdida
foi a tola e derradeira que implora
puseste tuas mãos em minha ferida
me deixou a estória
minhas mãos, em chagas
onde não as pude acatar
o teu mandato eficaz
eu implorei pela cruz e ri
tu ousaste a temer e chorou
eu disse que desisto jamais
eu da carne libertei Jesus
para carne, soltaste Barrabás
que falho foi e sabes bem
desviaste-me do caminho
mas aquele foi e é também
a prova de carinho
que me deste. Amém
Deixe um comentário