há uma doçura encantada
no calor das minhas mãos
também há fúria onde estou
onde essa chuva incandescente
rasga a pele e molha o chão
há uma dor desvencilhada
na brasa viva dos meus pés
também há compaixão aqui
onde este enxofre incoerente
faz desertos de inferno que é
há também um amor despercebido
no brilho não visto por outrém
essa flor de fogo é invísivel
onde meu canto dorme sem saber
indagando à insustentável
leveza do ser:
se sou um pobre tolo
ou um doido varrido?