30/Abril/2008 às 5:44 pm (Poesia)
Tags: Poesia
eu quero ver teu sorriso desmanchar
manchar tua cara de humano narciso
eu quero ver tu chorar,
por que não consegue ficar sem o doce
por que é fraco e indeciso
deixa da trilha que te botaram
percebe que a vida não é labirinto
a vida é campo aberto e tuas verdades
são meros defeitos do teu destino
vai ver pra crer que é como te digo
a vida não é um brinquedo de menino
e a maturidade não está em seguir
o que te ensinaram a seguir
o que te disseram não é fato
é idéia, e idéias são paredes
que os robôs da modernidade erguem
enquanto os homens pressentem
tu te segura no mínimo
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29/Abril/2008 às 11:52 am (Poesia)
Tags: Poesia
se não houver primavera
se não houver a flor
estaremos à beira da Era
com fome e pavor
se não houver a flor
posso dizer que já era
estaremos à beira da fome
sem fruto, sem cor
se não houver cor
quem fica feliz?
sem primavera,
sem amor
quem disse que sofrer
é deixar de existir?
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25/Abril/2008 às 12:24 am (Poesia)
Tags: Poesia
vão puxar o tapete do dragão
o dragão-canário está doente
tanto que seu catarro quente
é presságio de cair o queixo
e babar a terra com seu respeito
que só a terra tem
dragão não ala o alado, nem voa
nem nada
dragão baba,
canarinho ruim não vê
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24/Abril/2008 às 12:54 pm (Poesia)
Tags: Poesia
aquele passarinho ali
verde como a folha da flor
ele cantou pra eu dormir
eu sonhei com você
o passarinho pousou no meu portão
verde como os mares do paraíso
ele sobrevôou cantando teu nome
ecoando na memória, você apareceu
eu era agora o passarinho
verde irradiando o amor
sobrevoando a flor de fogo
de era rubra como você
passarinho pousa verde no chão
tua flor ígnea é a rubra paixão
cantei a canção do amor, e você
me fez a fênix capaz de renascer
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21/Abril/2008 às 1:17 pm (Poesia)
Tags: Poesia
não chora meu amor, que estás certa de chorar
que a vida é uma quimera para eles
e descobriste o amor agora
são mimados como turrões
mas lhe faltam culhões para mudar
comprova que o mel é doce
não o deixe amargar
prova e te lambuza desse mel
que a lua é doida no céu
que quando a Nova chegar
seria como se sempre o fosse
mas antes me conta tua história
a história que te trouxe até aqui
meu amor, me conta como veio
para onde vais, que estou ali
esperando, calado na memória
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21/Abril/2008 às 6:58 am (Poesia)
Tags: Poesia
num sono leve e como eu durmo, me leve
a um lugar qualquer, que eu não sei qual
mas me leve pro teu recanto passional
antes que a minha dor me carregue
para teu caminho sábio de amor e ergue
os teus pilares do nosso lar e eu vou
erguer os pilares do nosso lar, sou
um obreiro qualquer do tempo que segue
me revela teus prantos e eu te revelo
meus tantos devaneios erroneos da vida
não se dê como uma etapa perdida
no passado é o que tempo bate o martelo
se meu sono não veio, é por que velo
sem anseios ou fragilidades quaisquer
o meu desejo é pleno e sabes, mulher
que o meu sono não é repouso, é esmero
no meu primor sonâmbulo apuro o sonho
e vejo que é contrário ao temor
em cantos de glória e triunfo, suponho
que a arte de amar é feita de ti, mulher
só tens à razão de ser, à ele, Amor
que arde sem sentir um delito sequer
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21/Abril/2008 às 3:36 am (Poesia)
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não vivo mais do seu futuro
não tenho medo do escuro
que precede meu irmão
vou arrumar as minhas malas
vou me embora, meu futuro
meu destino eu asseguro
é bem mais amplo que o mundo
mais alinhado que a mão
não quero mais seu sujo pão
não tenho fome de submundo
tenho que salvar meu coração
da escuridão do teu pré-julgo
do teu esconjuro, teu escárnio
tuas farturas que acabarão
eu quero o meu desenho no muro
mas não é o da lamentação
vou voar com a luz
com o amor e a paz
a canção que compus
é o meu obus fraterno
eu vou com a luz
espero o tempo chegar
não preciso da geladeira
não quero o teu carrão
tenho já meu coração
tenho o perdão
que não tem lugar
quero um espaço aberto
no espaço coberto de luz
a canção que compus
é meu obus fraterno
eu vou com Jesus
nas quatro noites acordar
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20/Abril/2008 às 4:03 am (Poesia)
Tags: Poesia
I
estou guardado em mantos de outrora
de sempre, de dias atrás, há uma hora
mas se poeta que sou me encontro infinito
me revejo mortal, banal, vulgar e aflito
sou um homem como qualquer um tal, mas belo
catalizo o amor, minha aura é plena, mas erro
como se um dia pudesse cair no devaneio
do homem, receio
que pudesse em algum momento ser fatal
meu coração dispara lento, suave, um cristal
sou um homem como qualquer mortal, mas poeta
vibro com alegria, choro de tristeza
irrequieta
minha alma vibra contra o mal
II
pondero a curva da vida, áquem, à qual
sem vida, sem norte, sem leito
planeja o poente do parto
na escuridão da íris
o céu na lágrima sem seu arco
para quem só tem fim
que a vida já teve um final
III
no amor encontro o sol, a força
que o sol aquece a lágrima
eleva a dor
e envelhece no alto a tristeza
revelando a beleza do hoje
que ao contrário de ontem
vai passar
quando cair a chuva, compreende
que é da chuva que se sabe mais
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19/Abril/2008 às 9:11 pm (Poesia)
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são outros olhos meus
nos olhos teus
são outros braços meus
que me abraçam
é a boca que me beija
é minha boca, é tua
é teu corpo a suar
é teu umbigo meu centro
com tua mão eu pego meu copo
com minha perna caminhas
minhas felicidades nossas
nossas tuas minhas bossas
são teus dedos os dedos meus
na nossa mão
na nossa razão de ser
conversamos em monólogo
somos capítulos do livro nosso
estou amando quem nós amamos
estás amando quem nós amamos
somos corações do amor próprio
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16/Abril/2008 às 10:18 pm (Poesia)
Tags: Poesia
sou imaterial
sou parte de tudo
sou multilateral
estou contido
contenho o astral
sou parte do sol
sou universal
sou parte do céu
estou compreendido
compreendo o fel
adocicado eu sou
parte do todo, sou
amargor do mundo, sou
estranho e profundo
estive, estarei, estou
sou cadente das eras
sou presente
sou futuro
sou jardim de primavera
sou fruto
estou na colheita fortuíta
da luz contida no escuro
acolhido no paraíso
sou parte do tudo
sou racional
sou pedaço do prumo
estou em eixo
equilibrio total
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