31/Janeiro/2008 às 6:21 am (Poesia)
o coração explode
num compasso impossível
desenfreado ele tomba
sem um cansaço aparente
ele ama o toque possível
é de completa tormenta
desata um pouco
e serve um rouco sustenido
suspenso em ruídos
que dispersos no corpo
descompassado bater
é de completa supernova
a felicidade nova que bate em mim
o sorriso emerge
do fundo do corpo invísivel
atrevido ele ama
e traga-a contente
até meus braços sentidos
recuperados do abismo
move contente pelo abrigo
descompassado mover
é de impossível amnésia
a caridade que deus fez por mim
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31/Janeiro/2008 às 5:26 am (Poesia)
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29/Janeiro/2008 às 4:57 am (Poesia)
quando tocas o céu
retumbante de estrelas
cintilam centelhas de deus
faíscas dos olhos
as janelas da carne
alguma coisa há de queimar
pela manhã febril
pelo dia que arde sem doer
respiras a centelha dos corpos
do poente, que a propósito,
enfeitei com um crepúsculo
rabiscado de veludos
e crivado de estrelas fantásticas
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22/Janeiro/2008 às 6:11 pm (Poesia)
porque a vida
é tão bonita assim
me faz amar ausente
e de presente
me amarga o sorriso
me ditando o fim
me traz ardente
o compasso impreciso
dos corpos que tombam
quando miro o horizonte
os corpos que teimam
que teimam em serem vistos
tombam em meu autismo desfreado
miro com distinta fadiga
o norte
como quem corrompe os abrigos
porque a vida é bonita assim
que me faz amar mesmo quando
quem me ama chora por mim…
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22/Janeiro/2008 às 4:59 am (Poesia)
foram-se sorrisos despercebidos
inconstantes e sútis, como eram
todos os descompassos eram
formas que foram formas de amar
quem diria que o amor acabasse
não se poderia dizer: acabou
cá dentro me dói a dor horrível
e a alegria triste em reencontro
reencontro cá dentro um sombrio abismo
pasmo e rubro, monótono e vazio
como limbos de pecados mortais
dos piores assassinos, eu estou
com olhos acrílicos
sorrisos de porcelana frágil
quebradiço é meu estar
e como uma concha em mar aberto
vou navegando nesse poente
em terra firme eu encontro meu destino
baldio de coração e solenemente, só
em multidões de euforia e desleixo
eu, cá dentro de um qualquer errante,
sinto o aperto que nos sentidos me dá
a falta do corpo, do cheiro, da imagem
do vislumbre perfeito das manhãs
mesmo as manhãs não confortáveis
e o sabor de tuas sutilezas febris
e de tua voz repetindo um estribilho
que não era fácil ser nós dois
agora é incompleto
ser completamente eu
é incompleto
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4/Janeiro/2008 às 8:13 pm (Poesia)
é como morrer
no sufoco das escolhas
percebo bem menos
que as coisas iam bem
é como perceber
que todos os caminhos
mesmo os mesquinhos
foram tolos
e como todo o tempo
tem sua perda, enfim
é como morrer
pelos destroços do outro
de doer até ruir os olhos
em calmas e leves águas
que decoram palavras ríspidas
quando tocam salgadas a boca
pela defesa inexata da vida
é como morrer por perceber
que não há orgulho aqui
é morrer por esperar
algúém que não espera por mim
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