Vultos de Maria (nos quadris)

eu te descubro o nome
te dito a senha
do meu codinome
te dou farta franqueza
te peço o seio com fome
te beijo sedento a nuca

te desvendo a face
com a carne fácil
te retorno à culpa
carente te dou espaço
nos meus abraços
eu te revelo à lupa

te amplio os cabelos
com sotaque fervoroso
te admiro o espelho
os desejos vadios
de tuas noites sadias
que são raras, eu pouco
frequento tuas esquinas
mas reparo no teu movimento
teus sombrios vultos de maria