25/Janeiro/2007 às 11:43 pm (Poesia)
se essa tristeza fosse só minha
pesaria menos na imensidão
que trago forrado na carícia
feita com o peso das mãos
se essa agonia fosse de agora
se a caridade pelos meus erros
fosse pluma ao vento de vendaval
eu não estaria assim
feito um tolo empoeirado pelo tempo
se toda essa esperança fosse firmada
correria em mim boatos de que sim
eu voltaria correndo com o vento que sopra
sopra e me leva de volta para ti
se fosses com razão o que me lembro
não estaria repartido ao receio
e ao estado de permanência em defesa
de um coração que não me pertence mais
se eu tivesse calado quando precisava falar
ai meu deus, se essa angústia fosse levada
eu voltaria correndo com teus passos largos
e seríamos como nunca dois enamorados
pela imensidão do amor que nos resta
pelo resto da vida amar e ser amado
Deixe um comentário
25/Janeiro/2007 às 10:18 pm (Poesia)
no bolso nem mais cigarros
na boca nem mais perguntas
na saída nem mais chegada
no passado nada mais preocupa
na minha regra nada mais me ocupa
na minha conquista nem mais a busca
na esperança nem mais sorrisos
no ombro amigo a sombra e a penumbra
no caminho nem mais as pedras
na imensidão lá longe o horizonte
e bem de perto o próximo passo
que nem sei ao certo aonde vai dar
choro ao incerto a chegada no fim
um sorriso concreto no meu jardim
a colheita do tempo ceifou a lembrança
a vontade e a ânsia velam por mim
choro a saudade embalada no vento
choro a malícia que não tenho mais
a distância a culpa ocupa
e já nem me preocupa para onde vai
cada minuto parece um concerto de eras
no peito essa angustia de saber quem eu sou
a maldade já muito esquecida
foi ao certo a fadiga que me tomou
choro no instante e no momento e passado
pelos os pesadelos que o tempo levou
e agora nem mais adianda estar por perto
se meu sorriso aberto não mais ecôou
Deixe um comentário
24/Janeiro/2007 às 2:53 pm (Poesia)
me deixa encontrar um lugar mais seguro em mim
quero convencer as paredes à me deixarem dormir
confundo o teto com o perfume das cores
que toco acordado fingindo que são do jardim
ao entrar nessa porta feche os olhos e venha sorrindo
apaguei a luz e agora a escuridão concentra você
estava coberto pelo enigma dos teus poros
então pelos olhos ceguei a verdade ao me ver
vai entrando por essa porta, agora, a espera
a agonia contempla as formas das janelas
e sem deixar a luz entrar, eu queimo completo
as tolas lembranças de um dia voltar à sorrir
Deixe um comentário
3/Janeiro/2007 às 12:59 am (Poesia)
antes tolo do que tudo
antes verde do que mágoa
a inocência é uma dádiva
que se alegra sem sorrir
antes tarde do que o erro
antes choro do que o medo
a paciência é uma coroa
nos corações soberbos
antes corra e nunca pare
antes mate do que doa
a dor é aguda pra se ter
antes véu do que mortalha
a tua carne é quase tua
antes o suor que o sal
corra atras do teu esboço
antes do golpe fatal
antes lute e muito sofra
mas tenha o teu sorriso
sempre à mão tua esperança
e espalhe tua poesia
sobre os olhos aguados do teu irmão
Deixe um comentário
2/Janeiro/2007 às 2:36 pm (Poesia)
mundo cheio
cheio de belas pessoas
há os que se enchem delas também
eu ando querendo é que floreçam
mundo meu mundo
feito um edén de deuses singulares
à cada dia procurando um sorriso novo
que se abra como céu em dia frio
mundo ermo
precisa-se de mais abraços e soluços
de grandes choros de felicidade
a euforia explodindo na tenra idade
e a delicadeza fugaz da partilha
Deixe um comentário