30/Novembro/2006 às 2:59 pm (Poesia)
vasto ócio que a face encara
escarnia o desejo perigoso
primor passado à limpo na duradoura brecha
fresta de duas abas da tenra janela
o amor, janela dos sonhos medíocres
fantasiado feliz pra velar teu sono
o mais profundo, tolo e porfindado sono
fantasiado mais do que pomposamente
cego maestro duma sinfonia alegre
non allegro, non andante
cadente confuso
esse amor já me levou à tantos sonhos
e já me levou todos eles
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20/Novembro/2006 às 3:34 pm (Poesia)
tão aspero
é assim meu sorriso
tão calmo e preciso
e fere quem o vê
tão sorriso
é assim meu semblante
tão calmo e preciso
e reflete quem vê
tão passivo
é assim sem motivos
tão sem rumo nem lá
nem tão nem tonto
é assim que consigo
sorrir à quem me fita
tão aspero
é assim meu ato
me penúltimo ato
eu entreamarro os sapatos
e parto sem tombar
tão aspero
em desespero
por não poder clamar
nem tão soberbo
por confundir a razão
com o amor
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