29/Novembro/2005 às 10:14 pm (Poesia)
Anjos inalados
Sombra sem compasso
renovando o ventre de minha mãe
antes que posso encontrala
Púdico dever impróprio
Metódico, anti-caótico
Por entre as pernas brancas
O virgem desconforto de ter
pontes no paraíso
Caem antes de poder cair
Todo colapso armado
Matando, MATANDO
O plexo onde o Sol cativa.
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29/Novembro/2005 às 5:06 pm (Poesia)
quando minha mente embaça
não há mais nada
tudo fica sem forma ou direção
i want much smile for my mind
e de pão em pão vou vivendo
não quero karma
tenho que cuspir o meu veneno
quando uma lembrança me detém
sou refém de uma esperança
que por pouco se mantém
i want much smile for my mind
e enquanto tudo se perde
vou rindo de mim
no abuso do purgatório
um sorriso, até que enfim…
i want much smile for my mind
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29/Novembro/2005 às 12:49 pm (Poesia)
mas o meu medo é do passado
vem um fantasma do meu lado
dizendo baixo e acomodado:
a felicidade é um pecado
passando pelo vazio acalentado
tropicando pelo sorriso dado
vai-se as tranças do malgrado
escoar os pés do meu corpo farto
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28/Novembro/2005 às 12:41 pm (Poesia)
vide o eu sorrindo em canto
para não te deixar em pranto
me calo o coração sem mais
meu eu a teu dispor, tuas mãos
traçando meu futuro pleno
vou com nudez ao sereno perpetuar
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28/Novembro/2005 às 11:15 am (Poesia)
não posso ser
uma flor em um jardim
elas morrem e apodrecem
após o extase do belo
quero ser um homem
que percebeu sua beleza
após negar o anseio do ego
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28/Novembro/2005 às 10:16 am (Poesia)
ah, como eu amo!
amo tanto e então
tenho um sorriso de Narciso
que se abre nos olhos de quem não me vê
agora, queria estar perto de quem preciso
ah, como eu penso!
penso tanto e então
tenho um pensamento leve
que a lembrança me recebe a cada minuto
agora, queria estar relembrando tua pele
ah e como eu amo!
amo-te tanto
tenho um verdadeiro universo a te dar
que se revela com ar que nos envolve
agora, esta distância não há
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27/Novembro/2005 às 3:34 pm (Poesia)
anjo ensacado
põe a parede abaixo
muro de corta-vistas
anjo ensopado
asas de couro verde
regurgitando a nata social
na sala de tevê, encobertos
vêem-se na tela davinciana
as asas do homem moderno
américa sempre eterna até o último dia
do homem simétrico cai a chama
chama-o TOLO a sua memória de anjo
sala de espera de um açougue humano
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24/Novembro/2005 às 7:30 pm (Poesia)
os cães não morrem em casa
perdendo os pelos finos
traça
a rua passa
por entre sonhos meninos
põe teu casaco e se vá
por entre os destinos
caça
a presa ataca
sangrando os dentes caninos
o cão
o cão da Lua Nova
lá vem de São em São
São Pedro da Mente-Turva
curva-te meu louco irmão
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23/Novembro/2005 às 12:49 pm (Poesia)
tua mão paira sobre meu peito
vento tranquilo sopra a alma
fecho os olhos e penso em nada
o céu de sentir tua mão em mim
o beijo foi o tudo do todo do sempre
o beijo que tu me deste perpetuou
o beijo e o abraço, foram sinceros
o beijo que tua boca me beijou
tua cor é luz ou fantasia?
és alma pura ou fogo ardente?
quero saber onde está teu sonho
ou se és o desejo perfeito de minha mente
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23/Novembro/2005 às 10:29 am (Poesia)
chão que treme quando passam as dores
sacudido encarcerado entre tempo-espaço
sobram-me rastros
sobre meus ombros, dois breves atores
já já o consumo, demônio arcaico
te queimo o rabo
tosto-te os peitos firmes de mãe
despedaço-te
saia! anjo banido
que tua asa voe como pluma solta
que me leve contigo
eu vou, além do encantado
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