30/Outubro/2005 às 1:14 am (Poesia)
tragado pelos meios de cadência
samba, trago martelos, decência
vivo no canto onde espanto
os mosquitos ao redor dum pranto que nunca quis
descobri pelos meios, devaneios
poesia, loucos internos, seios
morto encanto onde canto
a morte total da eterna fantasia, partida, anis
poucas frases, métodos de viver
orgulho, trocos pobres de querer
sobrevivo no vazio sem meios
a duçura final da procura, que um dia alguém viu
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26/Outubro/2005 às 6:54 pm (Poesia)
um grito ensurdecido. por favor…
dei-lhe meus ouvidos. atenção…
mas não falou nada. nada mesmo…
um silêncio gritante. vazio…
não havia nada. nada não…
nem continuidade. fim?
sem práticas. ousadia?
era apenas um, sozinho.
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22/Outubro/2005 às 8:41 pm (Poesia)
tenho vontade de te beijar
teus cabelos acariciar
tuas mãos sobre as minhas
queria simplesmente estar
ao lado do teu sorriso
um afago, um delírio
a santidade perpetuada
é teu corpo feito estrada
eu sou um caminhante
andarilho e amante
há vida nas pedras do lago
flores descançando por ali
pássaros que flutuam, giram
uma mulher deitada no campo
é tu,
é teu,
pode levar a fantasia que fiz pra você
Paris é um canto de mim
um lago largo e raso
um poço de egos e rastros
por uma rua sem nome
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19/Outubro/2005 às 12:21 pm (Poesia)
hoje estou sarcástico e irônico,
bonzinho e assassino cruel,
um mito misto de deus e o diabo,
muito quisto pelo céu.
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18/Outubro/2005 às 3:35 pm (Poesia)
ele se deixou levar pelos vãos da loucura
tal dor contraída no ventre, obtusa dor
tinha um medo no centro da ternura
o tal medo de vir a sentir dor
deixou-se cair, cair e cair
e caindo se foi
antes mesmo da hora certa
foi-se embora daqui
o ego forte em um ser fraco
me levou um coração amigo
de pedra virei água
não viverás comigo
tanto pedi
tanto quis
agora Deus, retorno
nos deu…
não um, dois
seres de luz, vivos
amigos incríveis
tanto quanto desejava
uma vida que flutua
eu sinto
eu posso
eu estou vivo e vivendo
um sorriso e uma lágrima
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16/Outubro/2005 às 5:50 pm (Poesia)
te amo mais com um cigarro quebrado entre os dedos
teu rosto de quem não se importa comigo, nem nada
teu sorriso melancólico pra me fazer cair em lágrimas
sou mais é pela tua pele áspera feito o céu nublado
se tua boca não querer minha boca, enlouqueço
procuro pelo teu olho fechado de prazer
teu sabor desigual a cada manhã de cada dia
vivo mais é para ser teu
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14/Outubro/2005 às 2:51 am (Poesia)
Dentro do poço, havia uma canoa
pequena sem proa, só cabia uma pessoa
Dentro da pessoa, havia um medo
grande sem ego, só cabia um erro
Dentro do erro, um universo
o ar do poço, para calar o ego
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12/Outubro/2005 às 5:16 pm (Poesia)
tenho um esqueleto morto
dentro de mim
há pouco tempo nascido
vindo ácido
cada osso um encontro
dentro de mim
cada osso roído
um choro varrido
que se vá pelos poros
de mim
todos os males
para os ares
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5/Outubro/2005 às 3:00 am (Poesia)
Não quero sexo, nunca mais. Não quero beijos, nunca mais. Houve tanta decepção nisso tudo, nada nunca deu certo… Agora aprendi, não tenho ninguém pra mim, neste sentido, quero a vida com minhas amizades, quero viver sem as turbulências de todo o desconforto da incerteza…
Não quero mais um namorada, quero uma amiga, quero um sorriso, não um beijo louco, um abraço, não o sexo, quero a perpétua pureza da inocência, quero simplesmente estar longe de tudo isso, até um dia amar… mas estou não acreditando mais em Amor, não acredito mais nas palavras, já q nunca percebi isso, mas sempre ouvi, mentir é fácil demais, não quero mais ser enganado, e por, fielmente acreditar na vida plena de felicidade, carinho, lealdade e AMOR, sempre estive sozinho estando “junto”, acredito ainda na amizade mutua, no apego e na ternura fraternal, o Amor mais sublime é a amizade, este é o último que me resta… nessa festa, nessa festa.
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2/Outubro/2005 às 2:12 am (Poesia)
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