28/Setembro/2005 às 2:06 am (Poesia)
se um amigo me trouxer a rosa
a rosa do verdadeiro amor
chorarei ante meu túmulo,
quase tão maior que o mundo,
pela voz do meu Senhor
polindo as palavras sinceras
vou levando o barco da mudança
pelos rios da bravura, acordado
cedendo aos sorriso então francos
vou levando a vida como uma criança
a tristeza da perda não há de me tocar
eu tenho a força que pus nos braços
para erguer os olhos de quem está só
para vê-los de frente e reconhecê-los
para que a vida não possa esquecê-los
vou levando a vida como um amigo
tecendo nos séculos de mim o cuidado
que eu levo nos olhos e que nos olhos
deságua
como num mar aberto ao infinito
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24/Setembro/2005 às 10:42 pm (Poesia)
Eu queria poder estar feliz hoje, ver meus amigos bem, poder chegar em casa e dar oi para meus pais sem ser questionado de nada, ver na TV alguma notícia boa sobre o fim de alguma guerra, a descoberta da cura da AIDS, o tratamento barato de câncer. Como gostaria de poder ver uma criança me dando a mão na rua, com um sorriso sem medo, poder olhar os outros sem medo de eles sentirem medo de mim, ver o mundo colorido sem prédios cinzas ou árvores caídas.
Mas o mais importante, ver todos bem, com o respeito, amor e a amizade, regendo suas vidas, guiando os passos de cada um… mas isso hoje em dia é careta, é coisa de bundão, bundinha, ou qualquer coisa assim, e a vida destes juízes, a “vida” deles é como uma flor morta no céu, eles tem toda a possibilidade, mas preferem “curtir a noite, dançar, beber até cair, desrespeitar os outros. Que mundo é esse? Eles tem como verdade, a azucrinação da moral, se esquecem que aqui o que vale são os outros, e que nós não somos nem seremos ninguém, nem nada, quando todos os verdadeiros e antes possíveis amigos estiverem distantes o suficiente para a vida ser impossível a sós, como agora gostam de estar a sós, ele é o manufaturamento da discórdia, não quero que isto seja compreensível, não quero mais cair no mesmo poço duas vezes, mas quero estar lá, pra poder ver e fazer algo, quando a arrogância e a auto-suficiência dos outros bobalhões hipócritas deixar…
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21/Setembro/2005 às 4:23 pm (Poesia)
você disse não
como se eu suportasse também
tudo bem
como se estivesse tudo bem
eu havia dito não sofrer mais
durante todos esses dias de paz
mas não era bem assim não
um dia tudo volta ao normal
como se eu ousasse fazer o que queria
você já arrancou as palavras de mim
e eu sorria como se o mundo girasse
nada como estar livre de si, então
você disse não
como se eu suportasse também
tudo bem
na verdade esta tudo bem
e depois de tudo, você ficou legal
continuou sua vida à um, enfim
nada mudou pra mim também, então
por que não fico em paz comigo também?
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16/Setembro/2005 às 3:48 am (Poesia)
Alma Monstruosa
que parte sem vontade
Na calçada choras sentado
As lágrimas de quem nunca foi amado
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14/Setembro/2005 às 3:57 am (Poesia)
hoje eu não acordei
nem como uma barata
nem como um rato
era apenas um homem
comum
em qualquer estado
não tinha nem rosto
apenas boca, olhos e nariz
orelhas comuns e cabelo
era apenas um homem
saindo
de qualquer casa
mas era um tom desagradável
não era possível ele voar?
não era possível ele roer?
era apenas um homem
caindo,
roendo seus últimos trapos de vida
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9/Setembro/2005 às 5:13 am (Poesia)
já não consigo mais dormir
há tanta coisa voando pelo meu quarto
que minha mente vai substituir
o ego preso pelo medo abstrato
quando sugir este dia estarei acordado
esperando para dormir
a criança caiu nos braços da loucura outra vez
esta criança vai ter de aprender à viver assim
com todos os fantasmas pairando os cantos
do quarto escuro que já perdeu o encanto
portanto eu vou me retitar desta imensidão
vou me retirar deste um quarto de vida
que ainda resta,sobrevivendo dentro de mim
o pesadelo vai acabar, antes de nascer o sol
o sol não fui eu quem fez, é um erro tentar
perseguir todas as vezes que fiquei só
enquanto a lua ia passear pelas nuvens de lá
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3/Setembro/2005 às 8:11 am (Poesia)
hoje eu vou acordar com os pés no chão
sair correndo pelo quarto
abrir a janela com um abraço
e voar com um avião
por que a vida deu resposta
no vazio da solidão
eu vou correr por mim
no amor da mansidão
quero provar o ar de fora
correr perto do fim
dar meia volta, perceber
voltar, pro começo de mim
eu quero um verso simples para um dia simples
eu tenho sonhos com a imensidão da santa-cruz
é o ácido das torturas e o cego de ternura
mas esta tudo bem então, nada mais que uma loucura
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